Ele caminha solitário. Surge sozinho em seu carro. Microfone na mão.
Passos ligeiros, porém firmes como o chapéu de couro, símbolo que traduz a coragem de seu coração.
Pele Negra, corpo esguio.
Coração acelerado, desejoso de encontrar, dar abraço e apertar a mão.
Ninguém conhece a sua história, olham de relance, com alguma suspeita e rejeição.
Ele deseja um bom dia e entrega algo em suas mãos.
Um panfleto, um número e uma frase: “Educação pelo esporte” é o que diz.
Desejoso de ser acolhido, não implora, mas pede. Pede um voto de confiança.
Fala de seus projetos e idéias, mesmo quando a timidez e o tempo corrido o impeçam de sentar e prosear.
“Ele parece estar sozinho. Não é não?”
Alguém gentilmente tira uma foto.
Quando chegar em casa ele a editará.
Fará sua propaganda, seu trajeto, seu roteiro e suas preces.
Os “amigos” desapareceram quando viram que do seu bolso saíam flores apenas.
A vida não lhe ofereceu muitas chances.
O esporte sim, o retirou da margem, do perigo, do insucesso e tragédia.
Ele sempre foi feliz, mesmo com muito pouco e mesmo com poucos ao seu redor.
Na rua ele não residiu, mas viveu a sua infância pobre, porém feliz.
Jogou bola, lutou e venceu. Uma vitória sem muitos aplausos ou visualizações.
Afinal naquela época ele estava sozinho, de novo.
Hoje alguém lhe espera em casa.
Uma família escolhida. Sem riquezas ou prestígios que decidiram lhe amar
Cada um do seu jeito estende a mão.
Não são ricos, nem influentes, mas a honestidade permeou o caminho de cada um
E certamente foi isto que viram nele: A verdade de ser um homem BOM.
Mas não é fácil ser bom para muitos. O que diria para um estado inteiro?
Ele levanta todos os dias, sem equipe e sem parceiros.
Acreditando apenas que as pessoas que vai encontrar não passarão em vão.
No final do dia ele retorna para casa.
A camisa amassada, os pés doendo, mãos com cheiro de luta e esperança.
Abre a porta e os pensamentos se dispersam, traz a dúvida no ar: “Será que me ouviram? Acreditaram em mim? Será que votarão?”
Ao longe escuta baixinho uma voz lhe dizer:
“Vem cá, senta aqui. O que fez e disseste, nunca será em vão.”
Ele então agradece por ter aquilo que humildemente desejou no inicio do dia:
Que todos os paraibanos encontrem a paz em suas casas, tal como ele, ainda que não tenham muito, ainda que não tenham tudo.
Basta a dignidade de serem honestos e de poderem simplesmente preservar a consciência tranquila.
Porque no final, só isto mesmo é o que importa: o diálogo solitário que a alma faz com Aquele que a zela e vela, acompanhando seus passos.
Tal como os deste jovem Rafael Benício, candidato à deputado, que nunca exerceu cargo político na vida, mas cuja política sempre existiu em sua essência, porque todos, ricos ou não, nascem com uma vocação.
E o futuro que emerge para um estado ou nação, não depende de dinheiro, mas da fidelidade individual de cada ser que diz ser chamado para tal missão.
E um dia, isto é certo, haverá a comprovação, para aqueles que erraram a vocação e para àqueles que a assumiram e a concretizaram com todo o coração.
Rafael, você nasceu para isto. Não tenha medo porque você sabe que mais vale perder ganhando, do que ganhar perdendo.
Ainda não há um prazo definitivo para conclusão da obra de triplicação da BR-230, no município de Cabedelo. O motivo é a falta de recursos. A primeira parte da empreitada alcançou 25%, e o trecho, que vai do km 1.8 ao km 11.5, deve ser concluído em fevereiro de 2020. Porém, para dar andamento à segunda parte, que prossegue até a altura do viaduto de Oitizeiro e deveria ser entregue em 2022, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na Paraíba vai depender de verba do Governo Federal. “Estou indo a Brasília nesta quinta (5) e vamos discutir num fórum de planejamento do Dnit para fazer alocação de recursos para planejar e programar as ações para o ano de 2020”, explicou o superintendente da Unidade Local do Dnit, Rainer Branco. “A perspectiva inicial, se tudo correr bem, se a gente conseguir os recursos, se tudo correr dentro do programado, em 2022 a gente já tem uma conclusão dessa obra”, disse. A segunda etapa trará os serviços até João Pessoa, mas ainda ...
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