Pular para o conteúdo principal

MPPB vai recorrer para aumentar pena de condenado pela morte de taxista

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) vai recorrer da sentença que condenou o corretor de imóveis Gustavo Teixeira Correia a 16 anos de reclusão pelo assassinato do taxista Paulo Damião dos Santos.

A 12ª promotora de Justiça de João Pessoa, Artemise Leal Silva, avaliou que a juíza que presidiu o julgamento não considerou a “motivação fútil” reconhecida pelos jurados. De acordo com a promotora do MPPB, esse reconhecimento aumenta o tempo da prisão.

“Os jurados reconheceram duas qualificadoras previstas no Código Penal Brasileiro, a motivação fútil e mediante recursos que tornou impossível a defesa do ofendido. Na dosimetria da pena, a juíza considerou a segunda, mas não a primeira. Ainda que a magistrada não possa considerar uma qualificadora, a motivação fútil deveria resultar na valoração da pena de forma negativa pela magistrada quando da sua fixação, pois está expressa no artigo 61 do CP como circunstância agravante da pena. Como não foi feito, recorrerei para aumentar a pena do réu”, explicou Artemise Leal. 

O julgamento ocorreu no 2º Tribunal do Júri, sendo a sentença proferida pela juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho. O réu foi sentenciado a 14 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado e a dois anos de reclusão pelo porte ilegal de arma.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Briga com Cagepa é desde 2004 e mais cidades falam em municipalização

O embate entre a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e municípios paraibanos não vem de agora. Constantemente, prefeitos anunciam o desejo de anular o contrato com o órgão.  O caso mais recente é o de Santa Rita , Região Metropolitana de João Pessoa, que nessa quarta-feira emitiu um decreto neste sentido, alegando, entre outros fatores, falhas nos sistemas de abastecimento de água e de saneamento operados pela estatal. Mas a Paraíba já tem uma experiência de anulação de contrato com a Cagepa. Trata-se da prefeitura de Sousa, que municipalizou o serviço de abastecimento no ano de 2004, na gestão do então prefeito Salomão Gadelha, que morreu em 2010. Na época, foi criado o Departamento de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Sousa (Daesa), uma empresa pública municipal, que faz o mesmo serviço, com as mesmas condições estruturais da Cagepa. Por...