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Treze áreas de João Pessoa têm ‘risco médio elevado’ para infestação de Aedes aegypti

Treze áreas de João Pessoa são consideradas de risco médio elevado para infestação de doenças causadas pelo mosquisto Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, com índice entre 1% e 3,9%. Os resultados são do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado neste ano.

São eles: Cruz das Armas, Oitizeiro, Alto do Mateus, Jardim Veneza, Bairro das Indústrias, Mumbaba, Distrito Industrial, Costa e Silva, Ernani Sátiro, Cuiá, Geisel, Gramame, Valentina, Planalto da Boa Esperança, Roger, Bairro dos Estados, Bairro dos Ipês, Treze de Maio, Padre Zé, Alto do Céu, Jardim Oceania, Manaíra, Tambaú, Cabo Branco, Portal do Sol, Penha, Seixas, Barra de Gramame, Costa do Sol, Bancários, Jardim Cidade Universitária, Jardim São Paulo e Anatólia. As demais áreas pesquisadas apresentaram índice abaixo de 1%, considerado de baixo risco.

De acordo com o estudo, o Índice de Infestação Predial (IIP) na Capital, de modo geral, é de 1%. Ou seja, a cada 100 imóveis, um apresenta risco de reprodução do mosquito.

O levantamento aponta as áreas com maior risco para presença de focos e reprodução do Aedes aegypti no município e, o resultado indica que João Pessoa está com médio risco para a reprodução do mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

A pesquisa aconteceu no período de 1º a 11 de junho em 29 áreas referentes a todos os distritos sanitários de João Pessoa, sendo que nenhum bairro apresentou índice de alto risco, com IIP igual ou maior que 4%.

A partir do resultado do LIRAa, a Vigilância Ambiental de João Pessoa disse que já programa a realização de ações de combate aos focos e armadilhas com os agentes de endemias focado nas áreas que apresentaram maior risco de infestação. Além disso, está sendo retomada a parceria com o Governo do Estado para intensificação do trabalho preventivo com o uso do fumacê.
 
A Gerente de Vigilância Ambiental e Zoonoses da Secretaria de Saúde de João Pessoa, Pollyana Dantas, alerta que mesmo com as ações dos órgãos de combate, toda a população tem responsabilidade para o combate ao Aedes e precisa adotar medidas de prevenção simples e já bem conhecidas.
 
“Nas casas é preciso vedar bem as caixas d’água e outros depósitos como ralos e vasos sanitários em desuso; verificar as calhas se não estão fora de nível e sujas acumulando água e observar tudo o que possa acumular água, como um saco plástico ou um descartável. Dentro dos apartamentos também existem lugares que podem acumular água e se tornar criadouros, como potes de água para animais, floreiras em varandas, reservatório de água para pássaros, dependência de empregada pouco utilizada (pia e vasos sanitários), área de serviço (atrás da máquina de lavar roupa), aparador de água de filtros de parede, hortas e vasos nas janelas e sacadas”, orienta Pollyana.
 
Quem souber de localidades com possíveis focos do Aedes aegypti, pode denunciar por meio do Disk Dengue, através do número 3214-5718.
 
Quem apresentar os sintomas de uma das doenças causadas pelo Aedes deve procurar sua Unidade de Saúde da Família de referência e, em casos mais graves é preciso buscar assistência em uma porta de urgência, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou hospitais que atuam como porta aberta para demais urgências.
 
O Aedes aegypti tem em média 0,5 cm de comprimento e prefere o ambiente úmido para colocar seus ovos, que podem sobreviver até 450 dias nesse local. Bastam alguns milímetros de água para eles eclodirem e, em uma semana, transformarem-se em mosquitos adultos. O ciclo de vida do mosquito é de 35 dias, mas o número de pessoas que ele pode infectar é ilimitado.
 
Em arboviroses, arbovírus é adquirido pelo vetor, nestes casos o Aedes, através do contato com um ser humano ou com um animal contaminado e é transmitido às pessoas durante a picada.

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