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Nasa quer fazer missões a lua para recolher Fraudes deixadas por astronautas

 Nas missões Apollo que levaram o Homem à Lua, os astronautas deixaram para trás centenas de objetos, que constam da listaManmade Material on the Moon, que a agência espacial mantém no seu site.

Entre estes objetos encontram-se veículos, equipamentos, objetos pessoais, bandeiras dos EUA (que estão agora totalmente brancas), peças de roupa, bolas de golfe, mensagens, a escultura de um ramo de oliveira em ouro, e 96 sacos de fezes que os astronautas produziram e deixaram na Lua – que, segundo a Vox, a NASA quer agora de volta.

A ideia de ir à Lua recolher fezes poderá não ter muita lógica a olho nu, mas a NASA tem uma razão bem pertinente para o fazer. Estas fezes estão cheias de vida, sendo metade da sua massa composta por bactérias e micróbios.

O objetivo da agência espacial norte-americana é ver até que ponto é que estes organismos sobreviveram com o passar dos anos, no ambiente inóspito do espaço.

Os Estados Unidos já deixaram claro que querem voltar a pôr homens na lua dentro dos próximos anos. A NASA pretende assim aproveitar o regresso ao nosso satélite para recolher as fraldas deixadas antes pelos astronautas. Uma tarefa nada apelativa, mas que pode oferecer muitas respostas.

Além de fezes, os sacos deixados pelos astronautas das missões Apollo têm também urina, restos de comida, vómitos e diversos outros resíduos. Assim que a NASA conseguir voltar à Lua, os seus cientistas poderão descobrir quão resistente é a vida destes resíduos no ambiente lunar.

E, caso os micróbios tenham sobrevivido, será que eles também sobreviveriam a viagens interestelares, semeando vida pelo universo fora?
Durante o programa Apollo, a NASA levou seis missões tripuladas à Lua: Apollo 11 e 12 em 1969, Apollo 14 e 15 em 1971, Apollo 16 e 17 em 1972. Um total de 12 homens tiveram o privilégio dar um pequeno passo de gigante em solo lunar. Boa parte deles, certamente, teve necessidade de “encher as fraldas” enquanto saltitavam pela microgravidade lunar.

Na época das missões Apollo, a solução encontrada pela NASA para que os astronautas fizessem as necessidades de forma segura foi acoplar um saco de plástico nas nádegas para capturar as fezes diretamente, sem que elas entrassem em contacto com o ambiente.

No entanto, esse método apenas era útil para os momentos em que os astronautas estavam nas naves. Para as situações em que os astronautas estavam no exterior e não conseguiam controlar os seus intestinos, a NASA desenvolveu e forneceu aos astronautas um “fato de máxima absorção” para “contenção fecal”. Por outras palavras, uma fralda.

Em 1969, quando Neil Armstrong desceu à superfície lunar, tornando-se a primeira pessoa a deixar pegadas na Lua, foi tirada uma fotografia que mostra uma paisagem repleta de crateras, com um saco de lixo branco ao lado do módulo lunar.



Um dos sacos de fezes junto ao módulo lunar da Apollo 11, em 1969

Ficou sempre a dúvida se seria essa umas das fatídicas fraldas usadas pelos astronautas. Buzz Aldrin, colega de Armstrong na missão Apollo 11 e o segundo homem a pisar a Lua, não confirmou nem negou a suspeita, mas um facto é indesmentível: todos os astronautas que estiveram na Lua deixaram sacos de resíduos humanos por lá.

Charlie Duke, da missão Apollo 16 (1972), foi o 10º homem na Lua, onde passou 71 horas. Ele mesmo confirmou, recentemente, que a sua tripulação deixou resíduos para trás. “Deixamos a urina que foi recolhida num tanque, e acredito que tivemos alguns dejetos — mas não tenho certeza — que estavam num saco de lixo”, disse.

Duke explica que estes resíduos foram deixados para trás na Lua porque havia a ideia de que tudo seria higienizado por ação da radiação solar. “Ficaria realmente muito surpreendido se alguma coisa sobrevivesse”, explicou. Mas na altura, trazer de volta esses sacos de lixo à Terra não era uma opção.

“As missões lunares foram planeadas com muito cuidado, e o peso era um problemamuito grande. Caso quisesse trazer pedras da Lua, teria de descartar coisas que não seriam necessárias, para aumentar a margem de segurança”, explica Andrew Schuerger, cientista de vida espacial da Universidade da Flórida e coautor de um artigo sobre a viabilidade de haver micróbios sobreviventes na Lua.A recolha das fezes dará insights importantessobre as condições extremas que a vida é capaz de suportar. O potencial humano de contaminar outros corpos celestes é também uma possibilidade de análise.

A probabilidade de que alguma coisa tenha sobrevivido nos excrementos deixados na Lua é pequena. Afinal, a Lua não tem um campo magnético capaz de proteger a vida contra a radiação cósmica, não tem camada de ozono para absorver raios ultravioleta e o vácuo lunar é inóspito para a vida.

Sem atmosfera, a Lua sofre ainda grandes variações de temperatura entre o dia e a noite, com a superfície a registar temperaturas de 100ºC de dia que descem drasticamente para os -173ºC à noite.

Mas, ainda que a maior hipótese seja de que a combinação de radiação e extremas temperaturas tenha matado todos os micróbios nos sacos de lixo, Schuerger diz que há uma “pequena probabilidade“ de que alguma bactéria mais resistente tenha sobrevivido. Margaret Race, bióloga do Instituto SETI, concorda: “os micróbios não precisam ter muita proteção”, disse A Nasa. 

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