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TSE ADÍA JULGAMENTO DA CHAPA DILMA E TEMER

BRASÍLIA - Para o governo, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de adiar indefinidamente o julgamento da chapa Dilma-Temer saiu melhor do que todas as previsões. O Palácio do Planalto viu como positivo especialmente o fato de o ministro Herman Benjamin sequer ter lido seu relatório nesta terça-feira, que exporia os crimes eleitorais cometidos pela chapa e poderia fragilizar o governo. Outro aspecto considerado fundamental foi o fato de nenhum dos dois ministros com mandatos prestes a se encerrar - Henrique Neves e Luciana Lóssio – terem obtido margem para antecipar seus votos. Ambos, inclusive, concordaram com a ampliação dos prazos.

A avaliação no palácio é que caso um ou mais votos tivessem sido dados, a pressão social contra o governo e sobre o TSE aumentaria de forma imprevisível, o que poderia travar as ações de Temer, que tenta votar reformas impopulares.

— Julgamento dessa amplitude não tem como ser rápido, a decisão do TSE foi um bom desfecho temporário e dentro das previsões que vínhamos fazendo. Nada fugiu do roteiro — disse um assessor presidencial. 


No entanto, em um evento no Rio de Janeiro nesta terça-feira, Temer disse que quanto antes acabar o julgamento do TSE melhor, apesar de sua defesa ter trabalhado pela procrastinação da ação. Questionado sobre a posição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que disse que a indefinição do Tribunal não é um bom cenário, Temer concordou:

— O Rodrigo tem razão. Quanto antes liquidar esse assunto acaba essa história de "não se sabe o que vai acontecer no TSE” — disse, durante visita à 11ª edição da Feira LAAD Defence & Security 2017, no Rio.

Na avaliação do governo, a decisão desta terça-feira abre caminho para que o julgamento só se conclua no ano que vem, como originalmente se previa entre os interlocutores de Temer. E, mesmo que o resultado saia a partir do meio do segundo semestre deste ano, como estimou o ministro substituto do TSE, Admar Gonzaga, que assume como titular no próximo dia 17, haverá no horizonte a perspectiva eleitoral.

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